sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Nos meus sonhos ...

Consigo ser eu mesma;
Reside a minha realidade;
Conquisto a minha liberdade;
Vivo inteiramente como eu quero;
Entra quem eu amo;
Beijo e sou beijada sem pecado;
Vivo na minha ilha prometida;
O azul é a cor dominante;
O mar é calmo e constante.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O país dos papéis e das reuniões

Os papéis vão-se acumulando em cima da mesa de trabalho. Entre papéis e reuniões passa-se o tempo e, não tarda, o fim do mês. Às vezes até me esqueço que sou professora, pois só vejo cada turma uma vez por semana. Vou chegar ao fim do 1º período e ainda não saberei o nome de todos os meus alunos. É triste ...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Delírios

Espero que os dias de sol se mantenham durante o fim-de-semana para que seja possível dar os meus passeios de bicicleta. Vou tentar fechar os olhos à quantidade de trabalho que espera por mim e aproveitar um pouco da vida.
O mês de Outubro tem sido fantástico ... sol e mais sol e nada de vento a atrapalhar. No entanto, devido ao trabalho, nem tenho ido ver o mar. Sinto a falta dos passeios ao fim da tarde. Ah! Mas vou ter dois dias para matar todas as saudades ... se vou! O pior vai ser na segunda-feira quando acordar para a dura realidade e me der conta que o trabalho se acumulou ainda mais. Enfim ...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Este Inferno de Amar ...


Este inferno de amar - como eu amo! -

Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?

Esta chama que alenta e consome,

Que é a vida - e que a vida destrói -

Como é que se veio a atear,

Quando - ai quando se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,

A outra vida que dantes vivi

Era um sonho talvez... - foi um sonho -

Em que paz tão serena a dormi!

Oh! que doce era aquele sonhar...

Quem me veio, ai de mim! despertar?

Só me lembra que um dia formoso

Eu passei... dava o sol tanta luz!

E os meus olhos, que vagos giravam,

Em seus olhos ardentes os pus.

Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;

Mas nessa hora a viver comecei...

Almeida Garrett

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Não é possível

Nos últimos tempos deixei de ter tempo para escrever seja o que for. A minha vida entrou numa rotina completamente indomável que me impede sequer de pensar, quanto mais de escrever. No fundo, acho que é isso mesmo que o meu "patrão" quer. É mais fácil dominar aqueles que estão exaustos, que não pensam, que deixam de ter vontade própria. Só que um dia este feitiço vai-se virar contra o feiticeiro. Quando Portugal acordar poderá ver o mal que tem estado a ser feito contra os seus próprios filhos. Aí será em vão, pois, na educação, os anos que se perdem não se recuperam. Finalmente, todos os que agora aplaudem de pé, entenderão que os portugueses só irão servir, ainda mais, para capachos da Europa. Estaremos tão lá ao fundo da lista que ninguém sequer se irá lembrar que existimos. Quando me ponho a pensar nisto dou graças a Deus por não ter filhos, nem sobrinhos ... a minha árvore genealógica termina aqui. Ámen!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Não há fim-de-semana

Pronto! Lá se foi mais um fim-de-semana. Foi para descansar? Foi para me divertir? Foi para ir até ao cinema, ao teatro? Foi para ler mais um livro? Nada disso. Simplesmente para trabalhar.
Quando me dizem que os professores não trabalham ... entra-me uma raiva imensa que começo a sentir algures no estômago, sobe-me pelo corpo, à velocidade da luz, terminando apenas no cérebro. Nesta fase fico sem saber o que digo e ofendo qualquer um que queira falar sobre a vida dos professores. Eu não me meto nas profissões alheias, por isso ninguém tem o direito de falar sobre a minha.
O mais triste, ainda, é quando perdemos horas a pensar em estratégias para motivar os alunos e, depois, metade deles simplesmente não aproveita todo aquele trabalho que tivemos. É uma sensação de impotência enorme! Não a desejo nem ao meu pior inimigo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

If I had to do the same again ...

Yes, if I had to do the same again I would, my friend, Fernando...

Por algum motivo que eu desconheço esta música tem-me acompanhado, mentalmente, durante os últimos dias. Acordo com ela na minha cabeça. Ao contrário do que possa parecer, não a tenho ouvido nos últimos tempos. Será uma espécie de aviso? Mas em relação a quê? Estas coisas transcendentes dão-me volta ao "miolo".
Será o meu subconsciente a fazer-me crer que afinal de contas não me arrependo de nada do que fiz na vida? Será o aproximar de mais um aniversário e estou em fase de balanço? Sinceramente ... não entendo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007


"A vida é como uma caixa de chocolates ... nunca se sabe o que se vai encontrar" - do filme Forrest Gump.

A minha vida tem sido uma enorme caixa de chocolates. Cada vez que dou uma dentada num, acontecem-me mil coisas impensáveis.
Já houve um tempo em que a minha vida era quase totalmente planificada e, nessa altura, estava firmemente convencida que, se agisse de uma determinada forma, o resultado seria este ou aquele. Era a perfeita relação entre causa e efeito. As circunstâncias da vida vieram provar-me que afinal não era assim. Por isso, cada dia passou a ter um sabor distinto. Hoje, foi um dia de chocolate de leite, levemente adocicado.

domingo, 16 de setembro de 2007

Passeio junto ao rio

Como já tinha dito, agora é possível arranjar um lugar vago na esplanada e, naturalmente, num local privilegiado frente ao mar. Tomei um café como há meses não conseguia fazê-lo. Calmamente, sem estar a pensar que estou ali há tempo demais.

A seguir foi aproveitar aquele belo passeio junto ao rio. 3 Km para lá, até às termas. Era para terem sido mais 3 Km de volta, mas ao ver a "lagartinha" ficou decidido que voltaria nela, até porque nunca tinha experimentado. O motorista foi simpático e nem cobrou bilhete nem nada.


Foi um passeio bonito, mas rápido. Ainda assim, deu para vir na conversa com uma miúda que está a estagiar nas termas. Desconfio que vou encontrá-la mais vezes.
Hoje não houve bicicleta, pois vim cedo demais de Sta. Rita. Fica para o próximo fim-de-semana, pois durante a semana não devo ter tempo para lá ir. Vontade não me falta ... mas o patrão não deixa.

sábado, 15 de setembro de 2007

Setembro

Sta. Rita - Hoje ao fim da tarde


Gosto dos fins de tarde de Setembro. Não está demasiado calor e, ao contrário do que aconteceu em Julho e Agosto, o vento desapareceu. É o tempo ideal para se dar uma volta de bicicleta junto ao mar. Foi isso que fiz ... devagarinho, pois não deixo de ser alentejana. A certa altura houve uma ameaça de trovoada que não chegou a concretizar-se.
Tudo é sereno em Setembro. As praias deixam de estar a abarrotar de gente o que permite que o mar esteja muito mais visível. O trânsito diminui, as pessoas andam mais calmas, passeando-se calmamente junto ao rio; nos cafés deixa de existir a total barafunda e torna-se possível conseguir um lugar na esplanada. Ah! quem me dera ter férias em Setembro ...

A Mulher é como um livro ...



A mulher é como um livro antes de se folhear, tem beleza tem doçura que mistério o seu olhar, mas depois do livro lido, o livro não presta mais, a não ser que haja motivo que me faça voltar atrás.

Estas palavras fazem parte de uma música muito antiga, penso que do Paco Bandeira. Não sou propriamente fã deste artista, mas o que é certo é que esta balada faz parte de algumas memórias da minha infância.
Tinha uma vizinha bastante mais velha do que eu, chamada Fernanda. Ela era uma adolescente que frequentava o liceu e eu apenas uma miúda que dava os primeiros passos na escola primária. O que é certo é que ela era, sem dúvida, a minha melhor amiga. Cantava e tocava viola, tinha um gira-discos ... com ela ouvi tantas vezes os ABBA, "Can you hear the drums fernando? I remember long ago another starry night like this ..."
Através dela conheci a balada que, se não estou enganada, se chama "um livro chamado Inês". A letra ficou-me toda na memória até hoje. E há sempre aquela frase que volta e meia recordo "Se tu fosses um livro, lia-te e relia-te vezes sem conta".