Os papéis vão-se acumulando em cima da mesa de trabalho. Entre papéis e reuniões passa-se o tempo e, não tarda, o fim do mês. Às vezes até me esqueço que sou professora, pois só vejo cada turma uma vez por semana. Vou chegar ao fim do 1º período e ainda não saberei o nome de todos os meus alunos. É triste ...
terça-feira, 30 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Delírios
Espero que os dias de sol se mantenham durante o fim-de-semana para que seja possível dar os meus passeios de bicicleta. Vou tentar fechar os olhos à quantidade de trabalho que espera por mim e aproveitar um pouco da vida.
O mês de Outubro tem sido fantástico ... sol e mais sol e nada de vento a atrapalhar. No entanto, devido ao trabalho, nem tenho ido ver o mar. Sinto a falta dos passeios ao fim da tarde. Ah! Mas vou ter dois dias para matar todas as saudades ... se vou! O pior vai ser na segunda-feira quando acordar para a dura realidade e me der conta que o trabalho se acumulou ainda mais. Enfim ...
O mês de Outubro tem sido fantástico ... sol e mais sol e nada de vento a atrapalhar. No entanto, devido ao trabalho, nem tenho ido ver o mar. Sinto a falta dos passeios ao fim da tarde. Ah! Mas vou ter dois dias para matar todas as saudades ... se vou! O pior vai ser na segunda-feira quando acordar para a dura realidade e me der conta que o trabalho se acumulou ainda mais. Enfim ...
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Este Inferno de Amar ...

Este inferno de amar - como eu amo! -
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?
Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...
Almeida Garrett
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Não é possível
Nos últimos tempos deixei de ter tempo para escrever seja o que for. A minha vida entrou numa rotina completamente indomável que me impede sequer de pensar, quanto mais de escrever. No fundo, acho que é isso mesmo que o meu "patrão" quer. É mais fácil dominar aqueles que estão exaustos, que não pensam, que deixam de ter vontade própria. Só que um dia este feitiço vai-se virar contra o feiticeiro. Quando Portugal acordar poderá ver o mal que tem estado a ser feito contra os seus próprios filhos. Aí será em vão, pois, na educação, os anos que se perdem não se recuperam. Finalmente, todos os que agora aplaudem de pé, entenderão que os portugueses só irão servir, ainda mais, para capachos da Europa. Estaremos tão lá ao fundo da lista que ninguém sequer se irá lembrar que existimos. Quando me ponho a pensar nisto dou graças a Deus por não ter filhos, nem sobrinhos ... a minha árvore genealógica termina aqui. Ámen!
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Não há fim-de-semana
Pronto! Lá se foi mais um fim-de-semana. Foi para descansar? Foi para me divertir? Foi para ir até ao cinema, ao teatro? Foi para ler mais um livro? Nada disso. Simplesmente para trabalhar.
Quando me dizem que os professores não trabalham ... entra-me uma raiva imensa que começo a sentir algures no estômago, sobe-me pelo corpo, à velocidade da luz, terminando apenas no cérebro. Nesta fase fico sem saber o que digo e ofendo qualquer um que queira falar sobre a vida dos professores. Eu não me meto nas profissões alheias, por isso ninguém tem o direito de falar sobre a minha.
O mais triste, ainda, é quando perdemos horas a pensar em estratégias para motivar os alunos e, depois, metade deles simplesmente não aproveita todo aquele trabalho que tivemos. É uma sensação de impotência enorme! Não a desejo nem ao meu pior inimigo.
Quando me dizem que os professores não trabalham ... entra-me uma raiva imensa que começo a sentir algures no estômago, sobe-me pelo corpo, à velocidade da luz, terminando apenas no cérebro. Nesta fase fico sem saber o que digo e ofendo qualquer um que queira falar sobre a vida dos professores. Eu não me meto nas profissões alheias, por isso ninguém tem o direito de falar sobre a minha.
O mais triste, ainda, é quando perdemos horas a pensar em estratégias para motivar os alunos e, depois, metade deles simplesmente não aproveita todo aquele trabalho que tivemos. É uma sensação de impotência enorme! Não a desejo nem ao meu pior inimigo.
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